O que é Isquemia dos membros inferiores?

Andar é uma necessidade humana básica. A isquemia crônica dos membros inferiores é a causa vascular mais comum da perda da capacidade de caminhar. A manifestação mais comum é a dor nos membros inferiores, podendo variar desde dor para caminhar longas distâncias até a dor em repouso.

A claudicação intermitente é caracterizada pelo surgimento de sintomas na panturrilha, coxa ou região glútea durante a realização de caminhada. Os sintomas são aliviados por um pequeno período de repouso, após o qual o consegue-se voltar a caminhar. Inicalmente os sintomas não acontecem com regularidade, entretanto o processo progride e os sintomas passam a ocorrer com mais frequência, assim como a distância de caminhada livre de dor diminui.

A isquemia crítica dos membros inferiores é um situação dramática, na qual o membro acometido não recebe o suprimento mínimo de sangue arterial necessária a sua manutenção. O indivíduo apresenta dor de repouso e tembém pode apresentar feridas. A isquemia crítica é associada a elevado risco de perda do membro.

A isquemia dos membros inferiores tem como fatores de risco para o seu desenvolvimento: hipertensão arterial, tabagismo, colesterol elevado, diabetes mellitus e insuficiência renal.

 

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Como ocorre a Isquemia dos membros inferiores?

A ateroesclerose é a principal causa de isquemia dos membros inferiores e é associada a doença das coronárias e doença das artérias cerebrais.

O acúmulo de larga quantidade de esteres de colesterol na parede das artérias e a formação de placas promove a progressiva obstrução desses vasos sanguíneos ao longo de décadas.

 

Como tratar a Isquemia dos membros inferiores?

Tendo em vista a característica generalizada da ateroesclerose, envolvendo artérias de diversas regiões do corpo humano, o tratamento envolve a diminuição do risco cardiovascular. Medicamentos para inibir a atividade das plaquetas, para controlar o colesterol, controle do diabetes e a pressão arterial estão incluídos no tratamento. Da mesma forma, a interrupção do tabagismo também é crítica para a boa evolução do paciente.

O estágio inicial da doença, a claudicação intermitente, pode ser tratada com a realização de caminhadas e a utilização de medicamentos como a pentoxifilina e o cilostazol.

Pacientes que apresentam estágios mais avançados da doença ou que não respodem ao tratamento clínico podem ser submetidos a cirurgias endovasculares ou cirurgias diretas com o objetivo de reestabelecer a oferta de sangue ao membro.

As cirurgias endovasculares permitem tratar os pacientes de forma minimamente invasiva através de cateterismo com desobstrução das artérias.