O que é Trombose Venosa?

A trombose venosa profunda dos membros inferiores é um dos mais significantes problemas de saúde pública. Ela é caracterizada pela presença de um trombo (trombo é o produto final da coagulação sanguínea) no interior de uma veia. Os sintomas da trombose venosa profunda pode variar podendo estar ausentes ou manifestar-se por na perna, aumento de sensibilidade, inchaço e febre.

O diagnóstico pode ser confirmado de forma não invasiva através da realização do exame de ecodoppler colorido.

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Como ocorre a Trombose Venosa?

A trombose venosa é desencadeada a partir de três fatores: anormalidades no fluxo sanguíneo, anormalidade no sangue e lesão da parede da veia.

Alguns fatores de risco aumento a probabilidade de desenvolvimento da trombose venosa profunda. A presença de tumores malignos, a realização de cirurgias, acidentes, idade, trombose venosa prévia e a existência de veias varicosas aumentam o risco de desenvolvimento da trombose venosa profunda. A imobilização é um fator de risco presente em diversas condições associadas ao desenvolvimento da trombose venosa profunda. Ela promove a lentificação do fluxo sanguíneo nas veias da panturrilha favorecendo a formação de trombos nas válvulas localizadas no interior dessas veias.

A imobilização também está associada como fator de risco em viagens prolongadas, particularmente na “síndrome da classe econômica”, que ocorre em pessoas que permanecem sentadas em uma posição com restrição a movimentação durante voos prolongados em aeronaves. Estão sob maior risco de desenvolvimento dessa doença pessoas que possuam outros fatores de risco associados.

A gestação é associada a um período transitório de aumento da tendência do sangue a coagular. O risco de trombose está aumentado de duas a três vezes durante o período de pós-parto, sendo o maior risco observado após o parto cesáreo.

Diversos estudos demonstraram que o uso de contraceptivos orais constitui um fator de risco para o desenvolvimento de trombose venosa. O risco de internação hospitalar devido a um evento trombóstico foi estimado em variar de 0,4 a 0,6 para cada grupo de 1000 usuárias de contraceptivos orais. O risco diminui logo após a interrupção do uso e não está relacionado ao tempo de utilização.

Alguns estudos sugerem a presença de risco aumentado para o desenvolvimento de trombose venosa em pessoas do grupo sanguíneo A e menor risco para pessoas do grupo sanguíneo 0.

A associação de trombose venosa e anomalias anatômicas pode ser observada em pacientes portadores da síndrome de May-Thurner. A compressão da veia ilíaca esquerda pela artéria ilíaca direita sobre a quinta vértebra lombar foi descrita por May e Thurner, sendo observada mais comumente em mulheres, causa aumento da pressão venosa no membro inferior esquerdo, estando relacionada a sintomas como inchaço no membro inferior esquerdo, sensação de peso e dor.

Tratamento para Trombose Venosa

Os objetivos do tratamento para a trombose venosa profunda são: reduzir os sintomas, prevenir a extensão do trombo, prevenir a recorrência, evitar a síndrome pós-trombótica e prevenir a embolia pulmonar ( condição clínica grave quando o trombo solta-se e migra pela circulação até atingir o pulmão).

A utilização de medicações anticoagulante é o pilar do tratamento da trombose venosa. Os anticoagulantes estão disponíveis para serem administrados por via venosa, subcutânea ou oral.

Umas das consequências de longo prazo da trombose venosa é o desenvolvimento da síndrome pós-trombótica. Sua manifestação clínica engloba inchaço, sensação de peso, dor, hiperpigmentação e ulcera. A utilização de meias elásticas reduz o surgimento desses sintomas incapacitantes tardios.